• Jardeane Lopes

Preenchendo vazios com arte urbana

O projeto a Rua Vive do artista visual Pedro Lucena, do produtor cultural Pedro Krull e da arquiteta Ingrid Villar prevê a valorização do espaço público e do convívio coletivo



Imagem: reprodução


Você, certamente, já andou por aí e se deparou com grandes muros cobertos de arte. Em Maceió, ações como essas começaram a ser mais comuns por volta de 2008, com a pintura do muro do Porto, entre os bairros de Jaraguá e Pajuçara, uma ação da Prefeitura da cidade que contou com a colaboração de vários artistas visuais na época. De lá pra cá, temos visto pinturas ocupando muros e viadutos, preenchendo vazios e mudando a atmosfera de locais que antes passavam despercebidos por nós. A arte urbana tem o poder de transmitir uma mensagem de impacto, podendo ressaltar aspectos da cultura local ou transmitir uma mensagem de crítica social.



Imagem: reprodução


O projeto A Rua Vive, proposto pelo artista visual Pedro Lucena, o produtor cultural Pedro Krull e a arquiteta Ingrid Villar, tem o objetivo de ocupar a fachada urbana da Rua Maria Helena Saldanha e do entorno do logradouro público, no bairro do Farol. A intervenção, que ganhou o incentivo da Lei Aldir Blanc e conta com o auxílio de patrocinadores, vem desde o início de maio de 2021, dando vida e democratizando a arte, que pode ser fruída por qualquer pessoa da comunidade ou que esteja passando pelo local.



Imagem: www.instagram.com/rua.vive


Pedro Krull, Produtor Cultural envolvido na ação, diz que foi preciso ter outros parceiros, como a Casa das Tintas, Colil Construções, Alagoas Ambiental, para que a rua inteira pudesse ser tomada pela ideia, assim como foi necessária a autorização dos moradores da região para que as fachadas pudessem ser pintadas, enfatizando a solicitude das pessoas da região.


Pedro ressalta que mesmo longe de uma rota turística convencional, o ponto escolhido tem por perto muitos aparelhos educacionais e um fluxo interessante de pessoas, que tornam o ato de intervir no espaço ainda mais apaixonante.


A Rua Vive pretende se tornar o ponto de calmaria frente ao frenesi do ambiente urbano e, para isso, segundo o produtor cultural, a equipe já começou a construir a ideia de um mobiliário urbano para a região e a idealizar o que moradores e visitantes poderão fazer no local. Pedro diz que “qualquer intervenção urbana modifica o propósito e o legado do ambiente”. Nós acreditamos muito nisso!


Que o projeto “A Rua Vive”, assim como outros, venham preencher os vazios da cidade e tornem-se cada vez mais presentes, levando vida, cor e mais significado para as nossas ruas.


#arte



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