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Empreendedorismo alagoano na pandemia

Atualizado: 2 de Nov de 2020


Entrevistamos a Eva, bióloga de formação, que criou a Eva da Terra Bem Orgânicos, e oferta para o seu público produtos totalmente naturais e com fins terapêuticos, para entender um pouco mais sobre a sua marca e como ela se saiu em meio à pandemia do Covid-19, continue lendo!


Como foi seu processo de criação da marca e a virada de chave para iniciar no empreendedorismo?


Eu sou bióloga de formação, já trabalhei para órgãos públicos e instituições privadas, mas chegou um momento que tive que cuidar da saúde da minha mãe. Iniciei estudando sobre produtos naturais, porque precisava cuidar dela, e fui me apaixonando e estudando cada vez mais, comecei a usar marcas naturais e também a vender. Daí vieram os convites para participar de feiras abertas nas praças e a coisa foi tomando forma de empreendedorismo. Comecei a fazer cursos no Sebrae, que me ajudou muito a entender esse universo e hoje cuido do meu negócio.


Fala um pouco sobre sua produção própria


Depois de um tempo só vendendo marcas de fora, fiz cursos de cosmética natural e comecei a fazer sabonetes, que eu já gostava de fazer, mas aperfeiçoei, e queria colocar minha criatividade para funcionar na minha marca e deu certo. Cada sabonete tem uma história, é sempre único. Muitas vezes faço ouvindo as necessidades dos meus clientes e assim ele é construído, fica lindo e personalizado. Hoje, além dos sabonetes estou fazendo sinergias a partir de óleos essenciais.


Quando compramos no Eva da Terra Bem Orgânicos temos várias opções de marcas e produtos artesanais locais, quem são essas outras marcas junto a sua?


Vendo outras marcas que não são locais porque me identifico e confio nos produtos, no entanto, percebi maior aceitação do público com as marcas locais foi aí que eu vi a necessidade de não trabalhar mais sozinha e ainda ajudamos umas às outras, como uma rede de apoio mesmo. Porque comecei a pensar como poderíamos nos ajudar e realmente uma marca ajuda a outra, o cliente que segue a linha de uma facilmente se identifica com a outra, pois são marcas que estão alinhadas em seus propósitos e postura de mercado. De um modo geral vejo as outras marcas como oportunidade de negócios e parcerias, hoje na Eva da Terra vendo seis marcas locais de mulheres empreendedoras. (Ceres, Vó Anastácia, Mentalize, Bella Triz, Alma lavanda, Da Flora e Amor de Maynha.


Como a pandemia do Covid19 afetou a sua venda?


Não afetou. No começo fiquei bem assustada, mas conhecendo e conversando com outras mulheres também empreendedoras nos apoiamos e assim surgiu a rede CoMVida. É uma rede coletiva que iniciamos em meados de março, eu e mais três mulheres, nós vendemos por lista de transmissão via WhatsApp, fazemos uma venda compartilhada, porque tem muita outras pessoas envolvidas, fornecendo o produto, e mais uma vez a gente se ajuda porque acabamos dando projeção aos produtos daquele pequeno produtor que não teria oportunidade de chegar nas pessoas que chegam hoje. Com isso alcançamos muitos outros grupos e pessoas e nossas vendas simplesmente aumentaram.


Quais são esses produtos?


São produtos artesanais, na Eva da Terra Bem Orgânicos que é minha marca, vendo os cosméticos artesanais, na Rede CoMVida, que surgiu de uma necessidade depois da pandemia temos outras marcas e abrange produtos alimentícios também artesanais e muitos são orgânicos que vem do pequeno produtor.


Qual a maior dificuldade encontrada em empreender?


Sem dúvida é empreender dentro de casa. É o que mais me afeta, porque separar os trabalhos diários de uma casa do seu trabalho profissional é o mais difícil. Construí um cantinho aqui na minha casa pra receber meus clientes e armazenar minhas mercadorias, mas ainda estou em construção. Além de ser eu para tudo, pesquisar, administrar, comprar, embalar, pensar estratégias (risos).


Que palavra você falaria para quem quer começar a empreender?


Empreender não faz medo, a gente só sabe se vai dar certo se começar. Então, se você tem uma ideia, escreva no papel, pesquise se é viável, mas independente disso, refaça tudo se for preciso, só não pode ficar parada, estagnada. Vivemos um dia de cada vez, e o empreender é assim, começa pequeno, mas começa, focar em uma coisa não significa que vai terminar com aquilo, comecei vendendo materiais de outras marcas, hoje vendo os meus próprios produtos, porque aprendi e aprendo muito em todos os processos, construí a minha marca. Viver é empreender.


Obrigada, Eva! E para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a marca e seus produtos, clica neste link!


#empreendedorismo

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